Por incrível que pareça, a menopausa segue sendo um dos temas menos estudados da medicina moderna.

A Nature entrevistou os maiores financiadores de pesquisa em saúde do mundo e confirmou: a maioria não possui uma categoria específica para menopausa.
Segundo artigo publicado na Nature Aging (G. Gilmer et al., 2023), a esmagadora maioria dos estudos sobre envelhecimento sequer considera a menopausa.

Nos EUA, o NIH criou uma categoria exclusiva apenas em 2023. O orçamento? US$ 56 milhões, uma fração do que é destinado a condições que afetam principalmente os homens.
Na Europa, o Horizon investiu € 12 milhões em doenças cardiovasculares para mulheres, mas não classifica menopausa como prioridade científica. Nem mesmo fundações como a Gates ou a Wellcome sabem dizer quanto investem especificamente no tema.

Enquanto isso, mulheres enfrentam sintomas como insônia, lapsos de memória, dor articular, perda óssea, ondas de calor e riscos elevados para o coração, o cérebro e a saúde mental, com pouca assistência, pouca pesquisa, pouca visibilidade.

A menopausa é conhecida pela ciência há milênios. Mas só agora começamos a olhar para ela com a seriedade que merece.

Aqui na Vênus, tratamos esse silêncio com o que ele precisa: informação, coragem e ação.

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