
Mas quem convive com a dependência sabe: o que machuca não é a palavra, é o cotidiano atravessado por culpa, recaídas e medo.
É tentar funcionar quando o emocional já colapsou.
E isso se intensifica ainda mais no climatério.
Nessa fase em que o corpo muda, os hormônios oscilam e as emoções ficam à flor da pele, muitas mulheres recorrem ao álcool como fuga, anestesia ou tentativa de controle.
Só que o efeito é o oposto: mais sofrimento, mais julgamento, mais solidão.
O consumo abusivo de álcool entre mulheres cresceu quase 43% em 12 anos (Ministério da Saúde).
E pouco se fala sobre isso.
O alcoolismo feminino ainda é tabu e quem mais sofre, muitas vezes, se cala.
É por isso que a gente precisa falar mais. Tornar visível é o começo da transformação. Quanto mais a gente silencia, mais difícil fica mudar esse cenário.
Vamos abrir essa conversa?